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Monthly Archives: October 2011

Diwali

Diwali

Enquanto escrevo para o blog, posso ouvir os fogos de artifício estourando. O Diwali nem chegou ainda (26/out) e o pessoal já está se empolgando por aqui. Espero que o texto abaixo esclareça alguma coisa para vocês. Na quarta vou tentar fazer umas fotinhos para mostrar como é a celebração e prometo postar para iluminação de todos.

A Índia é um país onde o calendário solar é uma enorme lista de festivais celebrados em seus meses respectivos. Diwali, o festival das luzes, é um deles, e é celebrado no início da estação de inverno na índia, acontece sempre entre o final de outubro e a primeira quinzena de novembro, durante a lua crescente. Pobre ou rico, velho ou jovem, religioso ou ateu, todos na Índia celebram Diwali. Casas são iluminadas, pintadas e especialmente decoradas para a ocasião. Por todo o país, o festival é saudado com o mesmo entusiasmo pelas pessoas, tirando a escuridão e recebendo a luz em suas vidas. Essa comemoração é muito semelhante ao natal ocidental. Entretanto, a celebração do festival tem significado diferente de estado para estado, segundo as lendas e os rituais de cada um deles.

Existem várias suposições sobre a origem desse festival. Alguns alimentam que ele celebra o casamento de Lakshmi com Vishnu.  Em Bengala, o festival é dedicado a Kalí. É também comemorado como o dia em que Rama, de forma triunfante, retornou para Ayôdhya, após ter derrotado Ravana. Nesta mesma data, também, Sri Krishna matou o demônio Narakásura.

A palavra Diwali é proveniente do Sânscrito Dipáwali, dipa significa luz e avali, fila, traduzido, fileira de luzes. Por vezes é transliterado para o inglês como Deepavali. A historia do Diwali, ou mais corretamente Dipáwali, é repleta de lendas, baseadas nos Puránas. O tema central dessas lendas está na vitória do bem sobre o mal, mas cada história varia um pouco na forma da sua apresentação e conteúdo. A origem do Dipáwali remonta à proto-história, logo, de tradição predominantemente oral. E, por algum mistério, a tradição desta celebração épica continua viva há milhares de anos.

O épico:

De acordo com o Rámayana (caminho de Ráma), o Dipáwali comemora o retorno de Ráma (Ráma é um dos avatares de Vishnu), o filho mais velho de Dasharatha de Ayôdhya, do seu exílio com Sítá e seu irmão Lakshamana

Dasharatha, teve três esposas Kôshalayá, Kêykayí e Sumitrá e quatro filhos Ráma, Bharata, Lakshamana e Shatrughan. Ráma foi o filho da rainha Kôshalayá e Bharata foi o filho da Rainha Kêykayi. Kêykayi desejava que Bharata fosse o próximo rei, enquanto o rei Dasharatha desejava que fosse seu filho mais velho. Mas a ciumenta Kêykayi fez uso de dois desejos que o rei Dasharatha tinha lhe concedido e enviou Ráma para o exílio nas florestas, por um período de catorze anos. Durante esse tempo, Ráma lutou e venceu tênues batalhas no sul, que separa o sub-continente Indiano, (acredita-se que seja onde hoje se localiza o Srí Lanka) matando Ravana, um rei demoníaco, que tinha violentamente tomado, como esposa, Sítá. Diwali marca sua volta vitoriosa para seu reino junto com Hanuman, o Vanar (general) que o ajudara a alcançar sucesso.

A população de Ayôdhya iluminou toda a cidade com dipika (lamparinas a óleo) e fogueiras para celebrar o retorno de seu rei.

Na época devia ser um espetáculo magnífico de se ver, pois não existia luz elétrica e cada casa era iluminada por uma ou várias dessas lâmpadas; nas ruas, fileiras de fogueiras foram acesas para recepcioná-los. Esta celebração ocorre 20 dias após o dusêra, no amavashya, o 15º dia mais escuro do mês Hindu, na noite da lua nova Ashwini (áshô) (outubro / novembro).

O mantra do Diwali:

Ayôdhyavasi Rám, Rám, Rám

Dasharathánandana Rám

Pathita pavana janaki jívana Sítá môhana Rám

As pessoas expressam sua felicidade acendendo diyas ou dipikas de barro ou ferro e decorando as casas para dar as boas vindas a Lakshmi, deusa da riqueza e prosperidade, explodindo rojões e convidando o próximo para suas casas, para banquetes grandiosos. A iluminação de lâmpadas é uma forma de pagar a cortesia à divindade, para realização de saúde, riqueza, conhecimento, paz e fama, e isto também expressa bondade. É uma época que marca o começo do Novo Ano Hindu, como um novo começo para tudo.

Esse é apenas um dos aspectos desse festival lendário de quatro dias de duração e cada um dos dias tem uma historia própria para contar, cheia de rituais e mitos.

O Primeiro dia é chamado Dhamtêras ou Dhamtryôdashi, que cai no décimo terceiro dia do mês de Ashwin. A palavra Dhama significa riqueza. Este dia tem grande importância para a comunidade rica. Acreditava-se que, segundo o horóscopo, o filho mais velho do rei Hima morreria no quarto dia de casamento, picado por uma cobra. Assim, naquele quarto dia de casamento sua preocupada esposa colocou lâmpadas inumeráveis em todo lugar e pôs todo o tipo de ornamentos, montes de ouro, e moedas de prata em uma pilha grande na entrada da casa do marido. E ela continuou contando estórias e cantando antigas canções através da noite. Quando Yama, o deus de morte, chegou na forma de uma serpente, o brilho daquelas luzes cegou seus olhos e ele não pôde entrar na câmara do Príncipe. Assim, ele subiu na pilha dos ornamentos e moedas e ficou sentado a noite inteira, escutando os mantras e as canções melódicas. Pela manhã, ele calmamente foi embora. Assim a esposa salva seu marido e, desde então, este dia de Dhamtêras veio ser conhecido como o dia de Yamadipadáma e lâmpadas são postas queimando por toda a noite, em homenagem a Yama, o deus de Morte.

O Segundo dia é chamado Narakachaturdashi ou Chhôti Diwali, que cai no décimo quarto dia do mês de Ashwin.

Este é o dia de pré-diwali, associado à lenda do momento em que Krishna e sua esposa Satyabhama vencem o demônio Naraka. De acordo com os Puránas, Naraka, o filho de Bhudêví, adquiriu de Bráhma uma força descomunal, após uma severa penitência (tapas), desencadeando, imediatamente, um reino de terror na cidade de Kámarupa. Os Dêvas incapazes de combater seu poder invencível recorreram a Krishna. Mas Naraka não poderia ser morto, a não ser pelas mãos de sua progenitora, Bhudêví, que já havia morrido há muito tempo. Porém, Krishna pede a sua esposa, Satyabhama, que, embora não saiba, é a reencarnação de Bhudêví, para ser a sua cocheira durante a batalha com o exército de Naraka. Krishna força um confronto com o próprio Naraka e finge ser mortalmente ferido por uma flecha dele; em desespero, Satyabhama (Bhudêví) pega o arco de seu marido (Krishna) e mira em Naraka, este, se valendo da sua invulnerabilidade, sem saber que ela, era na verdade, a reencarnação de sua mãe, é morto imediatamente, como previa a lenda. Esta lenda conta com uma moral tipicamente indiana, de que mesmo os pais não devem hesitar em punir suas crianças quando estão traçando o caminho errado, e que o bem da sociedade deve sempre prevalecer acima das suas próprias ligações familiares.

O Terceiro dia do festival de Diwali é o mais importante, de Lakshmí – pújá, que é inteiramente dedicado ao propósito da personalidade Lakshmí. Este é o dia de Amavashya, também conhecido pelo nome de Chôpada-pújá. O dia em que Lakshmí anda pela noite escura de Amavashya. Acreditam, também, que neste dia auspicioso, Krishna descartou-se de seu corpo. Uma estória mais interessante, relacionada com este dia, está na narrativa sobre um pequeno menino chamado Nachikêta, que acreditava em Yama, o deus da morte. Neste dia ele encontrou Yama em pessoa e ficou confuso, vendo a calma e sóbria postura dele. Yama explicou ao Nachikêta que, neste dia de Amavashya, somente ao passar pela escuridão da morte, o homem vê a luz da mais alta sabedoria e, então, sua mente pode escapar da escravidão do medo da sua própria mortalidade. Nachikêta compreendeu a importância da vida no mundo e o significado da morte, todas as suas dúvidas foram tiradas e ele participou, por inteiro e de coração das celebrações do Diwali.

Bali Chakravarthya era o rei do mundo e seu poderoso reino havia se transformado em uma ameaça aos Dêvas. Muito preocupados, eles recorrem a Vishnu que, imediatamente, intercede na forma de um avatara anão chamado Vamana. Como Bali era famoso por manter sua palavra a qualquer custo e ser um rei justo para o seu povo, o pequeno Vamana foi visitá-lo para fazer um pedido. – Por favor, ó meu rei, peço-lhe que me conceda um pequeno pedaço de terra que eu consiga cobrir com três passos destas minhas curtas pernas. O rei, como não via nenhuma ameaça no pequenino, deu sua palavra. Este, por sua vez, transformou-se em Vishnu, com sua forma infinita, e no primeiro passo, cobriu os céus, no segundo, o mundo inteiro, e como não havia mais nenhum outro lugar, Bali ofereceu a sua própria cabeça para Vishnu pisar. Assim que Vishnu pisou sobre a sua cabeça, Bali foi projetado para o sub-mundo, Pathala Lôka, mas pelo seu gesto de entrega, Vishnu concedeu que Bali retornasse uma vez ao ano para a terra, para trazer a sua sabedoria, iluminando milhares de lâmpadas para dispersar a escuridão da ignorância e espalhar a radiação do amor e compaixão.

O Quarto dia é o final das Festividades do Diwali, chamado Kartika Shuddhi Padwa, também conhecido, simplesmente, como Padwa ou VarshaPratipáda, que marca a coroação do rei Vikramáditya o Vikarama-samvat começou neste dia.

O dia que segue Amavasya, e é somente nesse dia que Bali sairia de Pathala Lôka para Bhu Lôka, é conhecido também como Bali Padyami.

Ao norte da Índia é executado o Gôvardhana-pújá. O Vishnu Púrana conta que o povo de Gôkula comemorava sempre após o final da estação das monções com um festival dedicado a Indra. Mas, em um ano em particular, Krishna parou as preces oferecidas a Indra que, irado, produziu um dilúvio para submergir Gôkula. Mas Krishna arrancou a montanha Gôvardhana e usou-a como um guarda-chuva salvando a cidade. Este dia é também observado como Annakuta e orações são oferecidas nos templos.

O Quinto dia é uma tradição pós-Diwali, conhecido pelo nome de tikka ou Bhaiya-duj. Este dia é observado como um símbolo de amor entre as irmãs e irmãos. Acredita-se que no dia de Yamarája, o deus de morte visita sua irmã Yamí e ela coloca a forma do auspicioso (swástika) em sua testa, uma pasta feita de açafrão com arroz. Eles comeram, falaram, desfrutaram e trocaram presentes especiais como símbolo de seu amor mútuo. Yamarája anuncia que qualquer um que receber o tilak de sua irmã, neste dia, terá proteção, por todo o ano, para afastar todos os perigos. Desde então, é imperativo ao irmão ir para casa da sua irmã para celebrar o Bhaiya Duj.

 

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Halloween: simbolismo

Halloween

Na Irlanda do século V (a.C), o dia 31 de outubro fazia parte de um conjunto de quatro datas comemorativas do calendário celta que marcava a transição das estações, o período de plantação e colheita, e o ciclo vital da Terra. A primeira data era celebrada no dia 2 de Fevereiro (conhecido como O Dia da Marmota), em honra a deusa da cura Brigith. No mês de maio celebrava-se o Beltane, considerado o dia que iniciava a temporada de semear. Nesta data realizavam-se rituais de fertilidade e prosperidade para incentivar o crescimento da lavoura. A terceira data ocorria em agosto: a festa da colheita em reverência ao deus sol Lugh. Finalmente, no dia 31 de outubro celebrava-se um feriado denominado Samhaim, que marcava o final do ano celta em honra ao deus pagão Samhan (Senhor dos Mortos), também o fim do verão e início do inverno.

A expressão Halloween tem origem na contração errônea da expressão inglesa All Hallows Eve (que significa Dia de Todos os Santos). Esta data foi instituída pelo Papa Bonifácio IV, e era celebrada no dia 13 de maio. Porém, em 835 o Papa Gregório III alterou o Dia de Todos os Santos para o primeiro dia de novembro. Sua intenção era unir as crenças cristãs e pagãs, aproximando as datas comemorativas. Outro objetivo do Papa era apaziguar os conflitos entre esses povos no noroeste europeu. Assim, os cristãos celebravam o dia dos santos falecidos no dia posterior ao rito pagão do Senhor dos Mortos. Desta forma, a expressão Halloween tornou-se sinônimo da celebração pagã de 31 de outubro.

O Samhaim é cercado de mitos e crenças que influenciavam a cultura dos povos europeus desde o período pré-cristão. Nesta data, os Druidas (sacerdotes celtas) reuniam-se e realizavam rituais dançando em torno de uma fogueira e oferecendo o sacrifício de animais. O caldeirão também era utilizado simbolizando o útero, e a abundância da Deusa Mãe.

Neste dia, acreditava-se que todas as relações de tempo e espaço ficavam suspensas, pois o 31 de outubro não pertencia ao ano velho, tampouco ao novo ano que se iniciava. Desta forma, os espíritos desencarnados podiam retornar ao mundo dos vivos e se apossarem dos corpos. Para evitar esta aproximação, era comum apagar todas as tochas e fogueiras das aldeias, de modo que o ambiente ficasse escuro, frio e hostil. Os habitantes vestiam-se com trajes fantasmagóricos e vagavam pelas ruelas em desfiles barulhentos, a fim de amedrontar e espantar os espíritos que procuravam corpos a serem possuídos.

Outro costume da tradição celta, constituía em oferecer alimentos aos espíritos malignos para que estes não interferissem negativamente em suas vidas. Com o passar do tempo esta prática foi modificada, e os alimentos eram dados aos mendigos. Em troca, eles oravam pelas almas dos entes mortos dos aldeões. Na Irlanda, eram organizadas procissões para angariar oferendas dos agricultores. Aqueles que se recusassem, teriam suas colheitas amaldiçoadas pelos espíritos; uma chantagem que originou o Trick or Treat (travessuras ou doces). Quando este costume foi levado pelos imigrantes irlandeses para a Nova Inglaterra (Estados Unidos), as principais travessuras baseavam-se em escrever nos muros das casas e retirar a tranca dos portões.

A partir do século IX, os cristãos europeus adotaram uma prática semelhante denominadaSouling. Naquela época, acreditava-se que as almas dos mortos permaneciam um período no limbo, e só alcançariam o reino divino através de muitas orações. Assim, no dia 2 de novembro os cristãos perambulavam pelas vilas oferecendo orações pelas almas dos mortos. Em troca, os familiares davam tortas de pão com groselha chamadas Soul Cakes. Além dos cristãos, os romanos também absorveram influências da religiosidade celta. Mas à medida que a idéia das possessões foi perdendo espaço, o conceito que envolvia a crença foi transformado em uma tradição folclórica.

A mais famosa referência do Halloween é a abóbora oca, com orifícios cavados e aparência demoníaca, denominada Jack-o-Lantern. Sua origem está presente no folclore irlandês. Segundo a lenda, um homem chamado Jack, notório beberrão e trapaceiro, esculpiu uma cruz no tronco de uma árvore, prendendo o diabo em cima dela. Assim, Jack firmou um trato com o Diabo: se ele nunca o atormentasse, Jack apagaria a cruz do tronco e o deixaria descer da árvore.

Depois que Jack morreu, sua entrada no Céu foi recusada devido ao seu pacto com o Diabo. No inferno, também não foi aceito devido suas trapaças. Porém, o Diabo concedeu a Jack uma única vela para iluminar seus caminhos. Sua chama teria que ser preservada eternamente, então Jack a colocou dentro de um nabo oco, e esculpiu alguns furos para dar passagem à luz emitida pela chama.

Portanto, originalmente as Lanternas de Jack eram feitas com nabos. Mas quando os imigrantes irlandeses aportaram nos Estados Unidos em 1840, encontraram as abóboras que são muito mais adequadas. Desta forma, a abóbora tornou-se o principal símbolo contemporâneo do Halloween.

Os outros símbolos também tiveram origem na tradição celta, principalmente nas crenças dos sacerdotes druidas. Por exemplo, o período da lua cheia era considerado favorável para a realização de determinados rituais.

Para os druidas o gato era um animal místico. Acreditava-se que as feiticeiras maléficas poderiam transferir a alma para seus corpos. Assim, muitos felinos eram sacrificados quando havia a suspeita de serem “feiticeiras camufladas”. Os seres humanos que praticavam perversidades eram transformados em gatos como meio de punição, segundo esta crença.

O morcego também adquiriu a reputação de possuir forças ocultas, por sua habilidade de perseguir suas presas no escuro. O mamífero também mantinha as características dos pássaros (no ocultismo, símbolo da alma) e dos demônios (por ser noturno). Na Idade Média, acreditava-se que demônios transformavam-se em morcegos.

Máscaras e fantasias eram utilizadas para afugentar entidades malfeitoras. Além de alterar a personalidade do usuário, possuíam a propriedade de conectá-lo aos mundos espirituais. As cores mais comuns no Halloween são o laranja e preto. Elas estavam associadas à missas em favor dos mortos celebradas em novembro. As velas de cera de abelha tinham cor alaranjada, e os esquifes eram cobertos com tecidos pretos.

Nas celebrações do Samhain, os druidas construíam grandes fogueiras denominadasBonfire (ou BonefireFogo de Ossos), e queimavam vivos prisioneiros de guerra, criminosos e animais. Eles acreditavam prever o futuro através do fogo observando a posição dos corpos em chama.

DRUIDAS

Estes eram membros de um culto sacerdotal entre os celtas na antiga França, Inglaterra e Irlanda que adoravam deuses semelhantes aos dos gregos e romanos, mas com nomes diferentes. Pouco se sabe sobre eles, pois os sacerdotes passavam seus ensinamentos apenas oralmente jurando e fazendo jurar segredo. Algumas práticas porém são conhecidas. Eles moravam nas florestas e cavernas, e diziam dar instruções, fazer justiça e prever o futuro através de vôo de pássaros, do fogo, do fígado e outras entranhas de animais sacrificados. Os druidas também ofereciam sacrifícios humanos e tinham como sagrados a lua, a “meia-noite”, o gato, o carvalho, etc. Os druidas foram dizimados pelos romanos na França e Inglaterra antes do final do primeiro século, mas continuaram ativos na Irlanda até o quarto século.

FEITIÇARIA NO PASSADO

Não só os católicos durante as atrocidades da Santa Inquisição, mas também os seguidores de Lutero, durante a selvagem perseguição aos anabatistas, e os calvinistas em sua feroz intolerância, promoveram barbaridades e injustiças com a desculpa de estarem em “Guerra Santa”.

Acreditava-se que mulheres com poderes de feitiçaria podiam lançar aos seus vizinhos toda espécie de sorte maléficas, como morte de gado, perda de colheita, morte de filhos, etc. Segundo a tradição, o poder mais pernicioso de tais bruxas era tornar seus maridos cegos a respeito da má conduta de suas esposas e de fazer com que as chamadas feiticeiras gerassem filhos idiotas ou aleijados. Como a caracterização de bruxas era a de velhas megeras desdentadas com hábitos excêntricos e língua venenosa, muitas mulheres com tais características foram mortas em Salem, nos EUA em 1692.

Vejam só a barbaridade: ter um filho com alguma deficiência já caracterizava a mãe como bruxa ou feiticeira. Na Europa, a figura de feiticeira era a de “uma moça linda e perversa”, e grande número de adolescentes e jovens mulheres casadas foram mortas na Alemanha e França.

As primeiras perseguições ocorreram no séc. XIII e depois em 1484 com a Santa Inquisição. O papa Inocêncio II recomendava que seus inquisidores torturassem até obter provas. Durante a Revolução Protestante essa caça assumiu proporções absurdas. Lutero aconselhava que se matasse feiticeiras com menos consideração e misericórdia do que se tinha com criminosos comuns.

Sob o comando de Calvino em 1545, 34 mulheres foram queimadas ou esquartejadas (vivas) sob acusação de serem ou praticarem feitiçaria. Mulheres, moças e até crianças eram torturadas com agulhas enfiadas sob suas unhas, assando-se os pés em fogueiras ou esmagando-se as pernas sob grandes pesos “até que a medula espirrasse dos ossos”, tudo isso para obriga-las a confessar “orgias repelentes com os demônios”. O ápice desta histeria ocorreu no final do séc. XVI onde o número de vítimas pode ter chegado a 30 mil. Durante essa época em cidades alemãs mais de 900 mulheres foram mortas num só ano, não restando uma só mulher em algumas cidades. Até pessoas celebrizadas por nós defendiam que pessoas fossem mortas sob simples suspeita de feitiçaria.


Abóbora: Simboliza a fertilidade e a sabedoria

A vela: Indica os caminhos para os espíritos do outro plano astral

O caldeirão: Peça fundamental, na ornamentação – fazia parte da cultura – como mandaria a tradição

As moedas: No final da festa, devem ser recolhidas para serem doadas aos necessitados

Bilhetes com pedidos: Devem ser incinerados para que os pedidos sejam mais rapidamente atendidos, pois ele serão levados através do fumo

A vassoura: simboliza o poder feminino que pode efetuar a limpeza de energias negativas. Equivocadamente, pensa-se que ela sirva para o transporta das bruxas.

Os doces em geral: Proporcionarão alegria aos seres que virão de outros planos, simbolizando o alívio das agruras pelas quais eles têm passado.

Aranha: Simboliza o destino e o fio que tecem as suas teias, o meio, o suporte para seguir em frente

Morcego: Simboliza a clarividência, pois que vêem além das formas e das aparências, sem necessidade da visão ocular.  Captam os campos magnéticos pela força da própria energia e sensibilidade.

Coruja: Simboliza a capacidade de reflexão que domina as trevas e paciência. Tem muito de força energética em captar além da visão ocular.

O sapo: Está ligado à simbologia do poder da sabedoria feminina, símbolo lunar e atributo dos mortos.

Gato preto: Símbolo da capacidade de meditação e recolhimento espiritual, autoconfiança, independência e liberdade. Plena harmonia com o Universo.

Cor laranja: Cor da vitalidade e da energia que geram força. Os druidas acreditavam que nesta noite, passagem para o Ano Novo, espíritos de outros planos se aproximavam dos vivos para vampirizar a energia vital encontrada na cor de laranja. Pode-se fazer uso de sobretons, desde os tons de amarelo, laranja, cenoura e vermelho.

Preto: Cor sacerdotal das vestes de muito magos, bruxas, feiticeiras e sacerdotes em geral. Cor do mestre.

Roxo: Cor da magia ritualística.

Manto ou capa: Simbobiliza a invisibilidade, o esquecimento, o oculto ou o que deve ser ocultado.

Máscaras: Personificam os eventos de outros planos.

Chapéus pontudos: Símbolo de consagração no nível sacerdotal.

Monstros: São a transformação do fim, do velho para o início, o novo.

Tiaras: Coroas em três níveis que terminam em ponta. Seu portador representa um que ser possui domínio sobre os três níveis do cosmo celeste, terrestre e infernal.

Coroas: Símbolo da realeza, nível cósmico mais elevado.

Varinha mágica: Simboliza o elemento ou agente transformador.

Bastão:  Símbolo de autoridade e comando.

Cajado: Símbolo de sabedoria e desprendimento, abnegação e independência do que é material.

 
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Posted by on October 23, 2011 in Simbolismos

 

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