RSS

Tradições e Símbolos do Casamento

01 Nov

Tradições e símbolos do casamento

 

Muitos símbolos e costumes envolvem a cerimônia de casamento. Conheça alguns deles:

VESTIDO BRANCO

Foi a rainha Vitória, da Inglaterra, no século XIX, que inaugurou o visual de noiva transformando-o em tradição quando se casou de branco. Até então, as noivas usavam vestidos coloridos em tons de vermelho e dourado com pedrarias

O uso do traje branco relembra a tradição romana, segundo a qual o candidatus ou pretendente a um emprego público devia usar o branco como atestado de sua moralidade, de sua pureza de hábitos. Passou ao casamento simbolizando a pureza e a moralidade dos noivos.

VÉU E GRINALDA

Na Bíblia, Rebeca se cobriu com um véu ao se aproximar de Isaac, seu futuro marido. Isaac. Mas o uso do véu grinalda remonta a várias religiões, já tendo sido usado como proteção, da cabeça aos pés. Na Grécia antiga, por exemplo, costumava-se colocar a noiva sob um véu amarelo, como forma de ocultá-la dos maus espíritos.

“Em quase todas as religiões que têm a cerimônia do casamento entre seus rituais, encontramos referência ao véu “, afirma a personal stylist Ana Pasternak. A grinalda em forma de coroa aparece como uma forma de diferenciar as noivas dos outros participantes da cerimônia nos templos cristãos, onde, por muito tempo, todas as mulheres portavam véus. Confere à noiva seu status especial.

A MARCHA NUPCIAL

Outra moda lançada pela rainha Vitória, que encomendou ao músico Felix Mendelssohn, a quem admirava, uma composição especial.

Ela viu seu desejo satisfeito em 1842, quando a música foi oficialmente apresentada à corte e impressionou a todos. De acordes imponentes, a composição ficou famosa ao ser executada no casamento de uma das filhas da mesma rainha Vitória, em 1858.

 

BUQUÊ

As ervas aromáticas eram o principal ingrediente das noivas romanas. A finalidade era espantar os maus espíritos. Com o tempo, as ervas foram trocadas por flores, que simbolizam a fertilidade. Jogar o buquê é uma forma de desejar às convidadas a mesma sorte alcançada pelos noivos.

O uso das flores encontra origem no simbolismo de que o novo par é como a vegetação que se enflora para produzir novos frutos. Varia a escolha da flor. Na Grécia usa-se a oliveira que é também o símbolo da paz. Em Roma usa-se a manjerona. De preferência as flores devem ser alvas. A civilização cristã simbolizou principalmente no lírio e na flor de laranjeira. A tradição conserva o lírio como usado por Maria Santíssima em seu casamento com São José; e assim o representou o quadro famoso de Rafael. A distribuição das flores, após o casamento, simboliza que devem continuar a florescer e a reproduzir-se.

Usar uma coisa velha, nova, emprestada e azul no dia da cerimônia

A tradição surgiu na época Vitoriana. Geralmente, a coisa velha é uma jóia de família, um lenço ou o véu da mãe ou da avó. A nova, o vestido, serve para trazer sorte. A emprestada tem que pertencer a uma esposa feliz. A azul representa pureza e fidelidade.

 

MOEDA NO SAPATO DA NOIVA

Esse antigo costume servia para acalmar a deusa Diana. Segundo crenças, ela ficava nervosa quando uma mulher perdia a virgindade. A moeda servia para lhe esfriar os ânimos.

 

ALIANÇA NA MÃO ESQUERDA

A tradição de usar anel como símbolo de casamento surgiu entre os antigos egípcios, que trocavam alianças de feno, couro e marfim para perpetuar o amor, pois viam no círculo o símbolo de eternidade. O anel era usado no dedo esquerdo, onde acreditavam que havia veias conectadas ao coração.

 

BEIJO DOS NOIVOS

Na Roma Antiga, o beijo era usado para selar contratos e compromissos. O cristianismo incorporou o beijo na cerimônia de casamento, e, ocorrendo no final, significa um novo status de vida para o casal

CHÁ DE COZINHA

Segundo uma lenda holandesa, um moleiro pobre era apaixonado por uma rica donzela. Para ajudá-lo, seus amigos se reuniram e ofereceram a eles itens para a nova casa. Assim nasceu o famoso chá de cozinha.

 ARROZ OU PÉTALAS DE ROSAS

Um dos ritos mais antigos, é símbolo de vida, fertilidade e abundância. Devido a esse facto os convidados atiram mãos cheias de arroz aos recém-casados, para desejar que tenham muitos filhos. Lançar o arroz é um hábito moderno importado da Ásia, mas há quem prefira lançar pétalas. O desejo é sinônimo, felicidade e prosperidade aos noivos.

BOLO DOS NOIVOS

Na Roma antiga quebrava-se um pedaço de pão na cabeça dos noivos — quanto maior a quantidade de migalhas, maior a felicidade e número de filhos — que, em seguida, eram distribuídos aos convidados. Com o passar do tempo o tamanho do pão aumentou para que nenhum convidado ficasse sem. Com a introdução do açúcar na Europa, transformou-se em bolo.

LUA DE MEL

Lua-de-mel iniciou-se na antiguidade, os amigos e parentes desenhavam uma lua com mel na porta da casa dos noivos, com intenção de lhes dar sorte. Mas, há quem defenda que, entre os povos primitivos, os casamentos só aconteciam na fase da lua cheia e que, a seguir ao casamento e durante 30 dias, os noivos bebiam uma poção preparada à base de mel. Atualmente, os 15 dias após o casamento sejam de férias, num local romântico de pureza, fertilidade e amor.

MÊS DAS NOIVA

A instituição casamento surgiu entre os romanos antigos. Antes disso, os casais se uniam sem grandes formalidades. Roma, com seu sistema de normas e costumes, difundiu a prática social do contrato matrimonial, que garantiam a transmissão dos bens para os descendentes legítimos.

Na Idade Média, a livre escolha do futuro cônjuge deu espaço aos acordos pré-estabelecidos pelos chefes de família. Esses negócios eram selados com um ritual comandado pelo pai da noiva. Ele lia à beira do leito nupcial os termos da transferência da tutela da filha para o noivo em troca de uma quantia de dinheiro ou de bens. Depois, o casal ficava nu para que fossem avaliadas suas condições de procriação.

O enlace matrimonial ganhou o status de sacramento no século 9. Nessa época, a Igreja Católica, que até então se mantinha distante, passou interferir no casamento, estabelecendo um código de ética e moral. Foi no Concílio de Trento (1545-1563), na Itália, que surgiu a regulamentação hoje em vigor.

Por influência dos próprios católicos, maio se tornou o mês das noivas. A escolha está ligada à festa de consagração de Maria, mãe de Jesus. A comemoração do Dia das Mães, no segundo domingo, também contribuiu para a associação com as noivas, apesar de não haver na Bíblia passagens ou citações específicas sobre o assunto.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o mês campeão de casamentos é dezembro, o segundo preferido é setembro e em terceiro lugar está maio.

A explicação é simples: em dezembro o trabalhador recebe o 13º salário, férias e outros benefícios. Curiosidades• Na China, antigamente, os noivos só se conheciam no dia do casamento. Segundo a tradição, a noiva chinesa escolhe suas damas de honra entre as moças mais feias do local, para que assim ela seja a mais bela.• Os egípcios eram monógamos. Apesar de desposarem suas irmãs e até filhas, a população não adotava sua prática. Na Grécia, o casamento começava na casa dos pais da noiva, diante do fogo, e havia um sacrifício para as divindades. Ela era transportada com o rosto velado, em um veículo, até a casa do futuro marido e seu véu era consagrado à deusa Hera, Diz Maria Luíza Corassin, professora do curso de História da Universidade de São Paulo.• O conceito de casal, próximo do que temos hoje, surgiu no século XIII. ?O homem e a mulher deveriam cooperar e gerir o casamento como se fosse um negócio, Diz Carlos Roberto Nogueira, professor de História da USP e especialista em Idade Média.• Jesus, Alegria dos Homens, de Bach, Marcha Nupcial, de Mendelssohn, Ave Maria, de Schubert, e Noturno, de Chopin, são algumas das canções mais tocadas em casamentos.• Antigamente, os casamentos no Brasil eram consagrados apenas pela Igreja Católica. Em 1861, entrou em vigor a primeira lei dispondo sobre cerimônias de outras religiões. O registro civil foi outorgado em um decreto de 24 de janeiro de 1890, logo após a Proclamação da República.•

O primeiro país a adotar o casamento no civil foi a Inglaterra. Isso ocorreu em 1650.• Giovanni Vigliotto usou diversos nomes falsos para poder se casar 104 vezes em 14 países diferentes.• Em Blangadesh, ocorreu em 1986 o casamento dos noivos mais jovens do mundo. Ela tinha 3 meses; ele, 11 meses. A união encerrou uma disputa por terras.• A imprensa divulgou em maio de 2005 que uma noiva fujona foi condenada a pagar 50 mil dólares de multa. Quatro dias antes da cerimônia de casamento, que se realizaria em Duluth (EUA), Jennifer Willbanks desapareceu. Foi encontrada dias depois em Albuquerque (Novo México) e, quando questionada, disse ter sido seqüestrada, levando a polícia a iniciar uma busca nacional. Desmascarada, Jennifer justificou-se alegando ter ficado “nervosa” com a idéia de subir ao altar. Além do dinheiro, ela foi condenada a prestar 120 horas de serviços comunitários e ficar 2 anos em liberdade condicional.• Um casal indiano se casou pelo telefone celular em 4 de julho de 2005. O noivo não conseguiu chegar ao local da cerimônia por causa das enchentes que alagou as estradas do estado de Gujarat (Índia). Tipos de casamento

CASAMENTO CATÓLICO APOSTÓLICO ROMANO

É o mais freqüente. A pai leva sua filha até o altar, onde se encontram a mãe, o noivo e seus pais e os padrinhos.

CASAMENTO CATÓLICO ORTODOXO

A cerimônia ortodoxa exige profundo silêncio dos convidados. Nela, é realizada o Rito da Coroação, em que o padre abençoa os noivos coroando-os.

CASAMENTO PROTESTANTE

Costuma ser uma cerimônia mais simples e discreta. É permeada por momentos de oração e música.

CASAMENTO JUDAICO

O ritual acontece sob a hupa, uma espécie de tenda. O noivo tem que ler a ketuba (contrato de casamento) e quebrar um copo. O gesto relembra a destruição do Templo Sagrado de Jerusalém e indica que mesmo em momentos de felicidade deve-se almejar sua reconstrução.

CASAMENTO BUDISTA

Um apresentador introduz o monge, que realizará a cerimônia. Os pais e padrinhos acompanham tudo sentado em bancos laterais próximos ao altar.

CASAMENTO ISLAMICO

O casamento Islâmico é um contrato civil baseado em consentimento mútuo do noivo e da noiva,diferentemente da forma sacramental do casamento. A maior parte dos incidentes do contrato são conseqüentemente aplicáveis a tal tipo de casamento; por exemplo, a consideração do casamento na forma de dote, a quebra do contrato pelo divórcio, o dar direitos legais e obrigações nas partes contratuais, e concedendo não mais poder ao marido do que o contrato lhe dá, de uma maneira lícita.

O casamento islâmico não requer nem padre nem direito sacramental. Requer apenas o registro do consentimento mútuo. A mulher tem absoluto direito sobre as suas propriedades, adquiridas antes e depois do casamento. Além disso, possui uma distinta penhora sobre as propriedades do marido para o seu dote pré-nupcial.

 
Leave a comment

Posted by on November 1, 2011 in Religião, Simbolismos

 

Tags:

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

 
%d bloggers like this: