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Kunjar’s Diary

Após sete meses de Índia, finalmente criei vergonha na cara para começar esse diário. Sinceremante será difícil lembrar de tudo que já se passou, mas vou fazer um esforcinho.

29 de Novembro de 2010 –  A viagem foi muito cansativa. Quinze horas São Paulo/Dubai. Tive que ficar 6 doces horas no areoporto esperando o vôo para Bangalore. Devido a algumas alterações na emissão de vistos nos Emirados, não pude visitar a galerinha querida que me aguardava por lá. Agora só emitem visto para viajantes que permanecerão no país por pelo menos 24 horas. Fazer  o que?

Toca para Índia “Seu Piloto”!!!

Cheguei em Bangalore  de manhã. Graças a Deus era inverno. Hoje morro de saudade daquela época. A primeira luta foi conseguir um taxi. Porque? Os senhores motoristas quase sairam na mão para colocar minha bagagem no carro. Todo mundo quer ganhar seu dinheirinho. Mas assustei viu!!!

O Tiozinho até que era bacana, obviamente queria me arrumar um hotel para ganhar a comissão dele, mas meus planos já estavam traçados.

Ficamos num hotel de Shivajinagar por quase uma semana até conseguirmos alugar a casinha. Minha casa é verde e amarela. Parece piada neh.!!!                                                                                                                                                                                                                           

Moramos numa região de maioria muçulmanos. Um lugar arborizado, como na maior parte da Índia. Esse é um dois pontos bons por aqui. O contato com a natureza é constante e se você não vai até ela, ela vem até você. Um dia tem um macaco pendurado no portão ( e olha que Bangalore quase não tem macaco,mas tem um templo aqui perto, acho que o cara veio de lá), outro dia tem um rato me olhando da porta (esse não voltou nunca mais depois do grito que dei), gatinhos (mais abusados, se vacilar eles entram e abrem a sua geladeira para pegar o leite)…e por ai vai… insetos de todos os gêneros e tamanhos. Teve um grilo gigante que morou aqui com a gente uns dias, super simpático (apelidamos ele de Sheldon).

Bangalore é uma cidade grande, poluída e cheia de contrastes. É o terceiro polo de tecnologia do mundo e mesmo assim andando pelas ruas, você  os animais miturados com os carros. Vaquinhas (magrelinhas passando fome), bois (trabalhando duro), bufalos (só andam de galera), cavalos, bodes, cabras e afins.                                                                                                                                                                                                                                             

Como opções de transporte, temos o ônibus(as mulheres sentam na frente separadas dos homens), taxi (só em algumas regiões) e o autorickshaw (otto o famoso tuk-tuk da novela). Particularmente eu prefiro o tuk-tuk, por que é aberto, sendo assim mais fresquinho nessa terra infernalmente quente. O tuk-tuk funciona como o taxi, a diferença é que você tem que convecer o motorista a te admitir como passageiro. Por que não é sempre que eles estão a fim de ir para o lugar que você deseja. O preço também varia de acordo com o humor do motorista. Alguns usam o medidor, mas é raro. Então tem que negociar isso também. Aqui tudo tem que negociar.

Preço fixo, só nos grandes mercados, e mesmo assim acredito que eles dão desconto para os locais. Quando perguntamos por preços, independente de ser na rua ou loja, os preços variam para indianos locais, de outros estados ou estrangeiros. Ex: local 100 ruppies, meu marido 200 e eu 500…hehehe.

A fila indiana é uma lenda. Ví isso aqui e em Dubai também. Vacilou a galera passa na frente mesmo sem o menor peso na consciência. É a lei do cão. Jogo de corpo sem enconstar. Parece engraçado, mas para quem não está acostumado, acaba passando nervoso. Mas num geral, todo mundo acaba se entendendo.

O mesmo acontece no transito, apesar de caótico e desregrado, tudo flui. Nunca vi um acidente sério. No maximo, alguém colidir com uma motinho, mas o que se vê de ferimentos, são alguns riscos na moto.

 

One response to “Kunjar’s Diary

  1. mirnacavalcanti

    April 30, 2012 at 2:34 am

    Amiga,

    Parabéns pela narração. É leitura que ‘prende’.

    Espero ler mais sobre tua estada na Índia.

    abçs.,

    Mirna.

     

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