RSS

Category Archives: Religião

Aside

Image

 
Leave a comment

Posted by on March 21, 2012 in Religião

 

Tags:

Tradições e Símbolos do Casamento

Tradições e símbolos do casamento

 

Muitos símbolos e costumes envolvem a cerimônia de casamento. Conheça alguns deles:

VESTIDO BRANCO

Foi a rainha Vitória, da Inglaterra, no século XIX, que inaugurou o visual de noiva transformando-o em tradição quando se casou de branco. Até então, as noivas usavam vestidos coloridos em tons de vermelho e dourado com pedrarias

O uso do traje branco relembra a tradição romana, segundo a qual o candidatus ou pretendente a um emprego público devia usar o branco como atestado de sua moralidade, de sua pureza de hábitos. Passou ao casamento simbolizando a pureza e a moralidade dos noivos.

VÉU E GRINALDA

Na Bíblia, Rebeca se cobriu com um véu ao se aproximar de Isaac, seu futuro marido. Isaac. Mas o uso do véu grinalda remonta a várias religiões, já tendo sido usado como proteção, da cabeça aos pés. Na Grécia antiga, por exemplo, costumava-se colocar a noiva sob um véu amarelo, como forma de ocultá-la dos maus espíritos.

“Em quase todas as religiões que têm a cerimônia do casamento entre seus rituais, encontramos referência ao véu “, afirma a personal stylist Ana Pasternak. A grinalda em forma de coroa aparece como uma forma de diferenciar as noivas dos outros participantes da cerimônia nos templos cristãos, onde, por muito tempo, todas as mulheres portavam véus. Confere à noiva seu status especial.

A MARCHA NUPCIAL

Outra moda lançada pela rainha Vitória, que encomendou ao músico Felix Mendelssohn, a quem admirava, uma composição especial.

Ela viu seu desejo satisfeito em 1842, quando a música foi oficialmente apresentada à corte e impressionou a todos. De acordes imponentes, a composição ficou famosa ao ser executada no casamento de uma das filhas da mesma rainha Vitória, em 1858.

 

BUQUÊ

As ervas aromáticas eram o principal ingrediente das noivas romanas. A finalidade era espantar os maus espíritos. Com o tempo, as ervas foram trocadas por flores, que simbolizam a fertilidade. Jogar o buquê é uma forma de desejar às convidadas a mesma sorte alcançada pelos noivos.

O uso das flores encontra origem no simbolismo de que o novo par é como a vegetação que se enflora para produzir novos frutos. Varia a escolha da flor. Na Grécia usa-se a oliveira que é também o símbolo da paz. Em Roma usa-se a manjerona. De preferência as flores devem ser alvas. A civilização cristã simbolizou principalmente no lírio e na flor de laranjeira. A tradição conserva o lírio como usado por Maria Santíssima em seu casamento com São José; e assim o representou o quadro famoso de Rafael. A distribuição das flores, após o casamento, simboliza que devem continuar a florescer e a reproduzir-se.

Usar uma coisa velha, nova, emprestada e azul no dia da cerimônia

A tradição surgiu na época Vitoriana. Geralmente, a coisa velha é uma jóia de família, um lenço ou o véu da mãe ou da avó. A nova, o vestido, serve para trazer sorte. A emprestada tem que pertencer a uma esposa feliz. A azul representa pureza e fidelidade.

 

MOEDA NO SAPATO DA NOIVA

Esse antigo costume servia para acalmar a deusa Diana. Segundo crenças, ela ficava nervosa quando uma mulher perdia a virgindade. A moeda servia para lhe esfriar os ânimos.

 

ALIANÇA NA MÃO ESQUERDA

A tradição de usar anel como símbolo de casamento surgiu entre os antigos egípcios, que trocavam alianças de feno, couro e marfim para perpetuar o amor, pois viam no círculo o símbolo de eternidade. O anel era usado no dedo esquerdo, onde acreditavam que havia veias conectadas ao coração.

 

BEIJO DOS NOIVOS

Na Roma Antiga, o beijo era usado para selar contratos e compromissos. O cristianismo incorporou o beijo na cerimônia de casamento, e, ocorrendo no final, significa um novo status de vida para o casal

CHÁ DE COZINHA

Segundo uma lenda holandesa, um moleiro pobre era apaixonado por uma rica donzela. Para ajudá-lo, seus amigos se reuniram e ofereceram a eles itens para a nova casa. Assim nasceu o famoso chá de cozinha.

 ARROZ OU PÉTALAS DE ROSAS

Um dos ritos mais antigos, é símbolo de vida, fertilidade e abundância. Devido a esse facto os convidados atiram mãos cheias de arroz aos recém-casados, para desejar que tenham muitos filhos. Lançar o arroz é um hábito moderno importado da Ásia, mas há quem prefira lançar pétalas. O desejo é sinônimo, felicidade e prosperidade aos noivos.

BOLO DOS NOIVOS

Na Roma antiga quebrava-se um pedaço de pão na cabeça dos noivos — quanto maior a quantidade de migalhas, maior a felicidade e número de filhos — que, em seguida, eram distribuídos aos convidados. Com o passar do tempo o tamanho do pão aumentou para que nenhum convidado ficasse sem. Com a introdução do açúcar na Europa, transformou-se em bolo.

LUA DE MEL

Lua-de-mel iniciou-se na antiguidade, os amigos e parentes desenhavam uma lua com mel na porta da casa dos noivos, com intenção de lhes dar sorte. Mas, há quem defenda que, entre os povos primitivos, os casamentos só aconteciam na fase da lua cheia e que, a seguir ao casamento e durante 30 dias, os noivos bebiam uma poção preparada à base de mel. Atualmente, os 15 dias após o casamento sejam de férias, num local romântico de pureza, fertilidade e amor.

MÊS DAS NOIVA

A instituição casamento surgiu entre os romanos antigos. Antes disso, os casais se uniam sem grandes formalidades. Roma, com seu sistema de normas e costumes, difundiu a prática social do contrato matrimonial, que garantiam a transmissão dos bens para os descendentes legítimos.

Na Idade Média, a livre escolha do futuro cônjuge deu espaço aos acordos pré-estabelecidos pelos chefes de família. Esses negócios eram selados com um ritual comandado pelo pai da noiva. Ele lia à beira do leito nupcial os termos da transferência da tutela da filha para o noivo em troca de uma quantia de dinheiro ou de bens. Depois, o casal ficava nu para que fossem avaliadas suas condições de procriação.

O enlace matrimonial ganhou o status de sacramento no século 9. Nessa época, a Igreja Católica, que até então se mantinha distante, passou interferir no casamento, estabelecendo um código de ética e moral. Foi no Concílio de Trento (1545-1563), na Itália, que surgiu a regulamentação hoje em vigor.

Por influência dos próprios católicos, maio se tornou o mês das noivas. A escolha está ligada à festa de consagração de Maria, mãe de Jesus. A comemoração do Dia das Mães, no segundo domingo, também contribuiu para a associação com as noivas, apesar de não haver na Bíblia passagens ou citações específicas sobre o assunto.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o mês campeão de casamentos é dezembro, o segundo preferido é setembro e em terceiro lugar está maio.

A explicação é simples: em dezembro o trabalhador recebe o 13º salário, férias e outros benefícios. Curiosidades• Na China, antigamente, os noivos só se conheciam no dia do casamento. Segundo a tradição, a noiva chinesa escolhe suas damas de honra entre as moças mais feias do local, para que assim ela seja a mais bela.• Os egípcios eram monógamos. Apesar de desposarem suas irmãs e até filhas, a população não adotava sua prática. Na Grécia, o casamento começava na casa dos pais da noiva, diante do fogo, e havia um sacrifício para as divindades. Ela era transportada com o rosto velado, em um veículo, até a casa do futuro marido e seu véu era consagrado à deusa Hera, Diz Maria Luíza Corassin, professora do curso de História da Universidade de São Paulo.• O conceito de casal, próximo do que temos hoje, surgiu no século XIII. ?O homem e a mulher deveriam cooperar e gerir o casamento como se fosse um negócio, Diz Carlos Roberto Nogueira, professor de História da USP e especialista em Idade Média.• Jesus, Alegria dos Homens, de Bach, Marcha Nupcial, de Mendelssohn, Ave Maria, de Schubert, e Noturno, de Chopin, são algumas das canções mais tocadas em casamentos.• Antigamente, os casamentos no Brasil eram consagrados apenas pela Igreja Católica. Em 1861, entrou em vigor a primeira lei dispondo sobre cerimônias de outras religiões. O registro civil foi outorgado em um decreto de 24 de janeiro de 1890, logo após a Proclamação da República.•

O primeiro país a adotar o casamento no civil foi a Inglaterra. Isso ocorreu em 1650.• Giovanni Vigliotto usou diversos nomes falsos para poder se casar 104 vezes em 14 países diferentes.• Em Blangadesh, ocorreu em 1986 o casamento dos noivos mais jovens do mundo. Ela tinha 3 meses; ele, 11 meses. A união encerrou uma disputa por terras.• A imprensa divulgou em maio de 2005 que uma noiva fujona foi condenada a pagar 50 mil dólares de multa. Quatro dias antes da cerimônia de casamento, que se realizaria em Duluth (EUA), Jennifer Willbanks desapareceu. Foi encontrada dias depois em Albuquerque (Novo México) e, quando questionada, disse ter sido seqüestrada, levando a polícia a iniciar uma busca nacional. Desmascarada, Jennifer justificou-se alegando ter ficado “nervosa” com a idéia de subir ao altar. Além do dinheiro, ela foi condenada a prestar 120 horas de serviços comunitários e ficar 2 anos em liberdade condicional.• Um casal indiano se casou pelo telefone celular em 4 de julho de 2005. O noivo não conseguiu chegar ao local da cerimônia por causa das enchentes que alagou as estradas do estado de Gujarat (Índia). Tipos de casamento

CASAMENTO CATÓLICO APOSTÓLICO ROMANO

É o mais freqüente. A pai leva sua filha até o altar, onde se encontram a mãe, o noivo e seus pais e os padrinhos.

CASAMENTO CATÓLICO ORTODOXO

A cerimônia ortodoxa exige profundo silêncio dos convidados. Nela, é realizada o Rito da Coroação, em que o padre abençoa os noivos coroando-os.

CASAMENTO PROTESTANTE

Costuma ser uma cerimônia mais simples e discreta. É permeada por momentos de oração e música.

CASAMENTO JUDAICO

O ritual acontece sob a hupa, uma espécie de tenda. O noivo tem que ler a ketuba (contrato de casamento) e quebrar um copo. O gesto relembra a destruição do Templo Sagrado de Jerusalém e indica que mesmo em momentos de felicidade deve-se almejar sua reconstrução.

CASAMENTO BUDISTA

Um apresentador introduz o monge, que realizará a cerimônia. Os pais e padrinhos acompanham tudo sentado em bancos laterais próximos ao altar.

CASAMENTO ISLAMICO

O casamento Islâmico é um contrato civil baseado em consentimento mútuo do noivo e da noiva,diferentemente da forma sacramental do casamento. A maior parte dos incidentes do contrato são conseqüentemente aplicáveis a tal tipo de casamento; por exemplo, a consideração do casamento na forma de dote, a quebra do contrato pelo divórcio, o dar direitos legais e obrigações nas partes contratuais, e concedendo não mais poder ao marido do que o contrato lhe dá, de uma maneira lícita.

O casamento islâmico não requer nem padre nem direito sacramental. Requer apenas o registro do consentimento mútuo. A mulher tem absoluto direito sobre as suas propriedades, adquiridas antes e depois do casamento. Além disso, possui uma distinta penhora sobre as propriedades do marido para o seu dote pré-nupcial.

 
Leave a comment

Posted by on November 1, 2011 in Religião, Simbolismos

 

Tags:

Diwali

Diwali

Enquanto escrevo para o blog, posso ouvir os fogos de artifício estourando. O Diwali nem chegou ainda (26/out) e o pessoal já está se empolgando por aqui. Espero que o texto abaixo esclareça alguma coisa para vocês. Na quarta vou tentar fazer umas fotinhos para mostrar como é a celebração e prometo postar para iluminação de todos.

A Índia é um país onde o calendário solar é uma enorme lista de festivais celebrados em seus meses respectivos. Diwali, o festival das luzes, é um deles, e é celebrado no início da estação de inverno na índia, acontece sempre entre o final de outubro e a primeira quinzena de novembro, durante a lua crescente. Pobre ou rico, velho ou jovem, religioso ou ateu, todos na Índia celebram Diwali. Casas são iluminadas, pintadas e especialmente decoradas para a ocasião. Por todo o país, o festival é saudado com o mesmo entusiasmo pelas pessoas, tirando a escuridão e recebendo a luz em suas vidas. Essa comemoração é muito semelhante ao natal ocidental. Entretanto, a celebração do festival tem significado diferente de estado para estado, segundo as lendas e os rituais de cada um deles.

Existem várias suposições sobre a origem desse festival. Alguns alimentam que ele celebra o casamento de Lakshmi com Vishnu.  Em Bengala, o festival é dedicado a Kalí. É também comemorado como o dia em que Rama, de forma triunfante, retornou para Ayôdhya, após ter derrotado Ravana. Nesta mesma data, também, Sri Krishna matou o demônio Narakásura.

A palavra Diwali é proveniente do Sânscrito Dipáwali, dipa significa luz e avali, fila, traduzido, fileira de luzes. Por vezes é transliterado para o inglês como Deepavali. A historia do Diwali, ou mais corretamente Dipáwali, é repleta de lendas, baseadas nos Puránas. O tema central dessas lendas está na vitória do bem sobre o mal, mas cada história varia um pouco na forma da sua apresentação e conteúdo. A origem do Dipáwali remonta à proto-história, logo, de tradição predominantemente oral. E, por algum mistério, a tradição desta celebração épica continua viva há milhares de anos.

O épico:

De acordo com o Rámayana (caminho de Ráma), o Dipáwali comemora o retorno de Ráma (Ráma é um dos avatares de Vishnu), o filho mais velho de Dasharatha de Ayôdhya, do seu exílio com Sítá e seu irmão Lakshamana

Dasharatha, teve três esposas Kôshalayá, Kêykayí e Sumitrá e quatro filhos Ráma, Bharata, Lakshamana e Shatrughan. Ráma foi o filho da rainha Kôshalayá e Bharata foi o filho da Rainha Kêykayi. Kêykayi desejava que Bharata fosse o próximo rei, enquanto o rei Dasharatha desejava que fosse seu filho mais velho. Mas a ciumenta Kêykayi fez uso de dois desejos que o rei Dasharatha tinha lhe concedido e enviou Ráma para o exílio nas florestas, por um período de catorze anos. Durante esse tempo, Ráma lutou e venceu tênues batalhas no sul, que separa o sub-continente Indiano, (acredita-se que seja onde hoje se localiza o Srí Lanka) matando Ravana, um rei demoníaco, que tinha violentamente tomado, como esposa, Sítá. Diwali marca sua volta vitoriosa para seu reino junto com Hanuman, o Vanar (general) que o ajudara a alcançar sucesso.

A população de Ayôdhya iluminou toda a cidade com dipika (lamparinas a óleo) e fogueiras para celebrar o retorno de seu rei.

Na época devia ser um espetáculo magnífico de se ver, pois não existia luz elétrica e cada casa era iluminada por uma ou várias dessas lâmpadas; nas ruas, fileiras de fogueiras foram acesas para recepcioná-los. Esta celebração ocorre 20 dias após o dusêra, no amavashya, o 15º dia mais escuro do mês Hindu, na noite da lua nova Ashwini (áshô) (outubro / novembro).

O mantra do Diwali:

Ayôdhyavasi Rám, Rám, Rám

Dasharathánandana Rám

Pathita pavana janaki jívana Sítá môhana Rám

As pessoas expressam sua felicidade acendendo diyas ou dipikas de barro ou ferro e decorando as casas para dar as boas vindas a Lakshmi, deusa da riqueza e prosperidade, explodindo rojões e convidando o próximo para suas casas, para banquetes grandiosos. A iluminação de lâmpadas é uma forma de pagar a cortesia à divindade, para realização de saúde, riqueza, conhecimento, paz e fama, e isto também expressa bondade. É uma época que marca o começo do Novo Ano Hindu, como um novo começo para tudo.

Esse é apenas um dos aspectos desse festival lendário de quatro dias de duração e cada um dos dias tem uma historia própria para contar, cheia de rituais e mitos.

O Primeiro dia é chamado Dhamtêras ou Dhamtryôdashi, que cai no décimo terceiro dia do mês de Ashwin. A palavra Dhama significa riqueza. Este dia tem grande importância para a comunidade rica. Acreditava-se que, segundo o horóscopo, o filho mais velho do rei Hima morreria no quarto dia de casamento, picado por uma cobra. Assim, naquele quarto dia de casamento sua preocupada esposa colocou lâmpadas inumeráveis em todo lugar e pôs todo o tipo de ornamentos, montes de ouro, e moedas de prata em uma pilha grande na entrada da casa do marido. E ela continuou contando estórias e cantando antigas canções através da noite. Quando Yama, o deus de morte, chegou na forma de uma serpente, o brilho daquelas luzes cegou seus olhos e ele não pôde entrar na câmara do Príncipe. Assim, ele subiu na pilha dos ornamentos e moedas e ficou sentado a noite inteira, escutando os mantras e as canções melódicas. Pela manhã, ele calmamente foi embora. Assim a esposa salva seu marido e, desde então, este dia de Dhamtêras veio ser conhecido como o dia de Yamadipadáma e lâmpadas são postas queimando por toda a noite, em homenagem a Yama, o deus de Morte.

O Segundo dia é chamado Narakachaturdashi ou Chhôti Diwali, que cai no décimo quarto dia do mês de Ashwin.

Este é o dia de pré-diwali, associado à lenda do momento em que Krishna e sua esposa Satyabhama vencem o demônio Naraka. De acordo com os Puránas, Naraka, o filho de Bhudêví, adquiriu de Bráhma uma força descomunal, após uma severa penitência (tapas), desencadeando, imediatamente, um reino de terror na cidade de Kámarupa. Os Dêvas incapazes de combater seu poder invencível recorreram a Krishna. Mas Naraka não poderia ser morto, a não ser pelas mãos de sua progenitora, Bhudêví, que já havia morrido há muito tempo. Porém, Krishna pede a sua esposa, Satyabhama, que, embora não saiba, é a reencarnação de Bhudêví, para ser a sua cocheira durante a batalha com o exército de Naraka. Krishna força um confronto com o próprio Naraka e finge ser mortalmente ferido por uma flecha dele; em desespero, Satyabhama (Bhudêví) pega o arco de seu marido (Krishna) e mira em Naraka, este, se valendo da sua invulnerabilidade, sem saber que ela, era na verdade, a reencarnação de sua mãe, é morto imediatamente, como previa a lenda. Esta lenda conta com uma moral tipicamente indiana, de que mesmo os pais não devem hesitar em punir suas crianças quando estão traçando o caminho errado, e que o bem da sociedade deve sempre prevalecer acima das suas próprias ligações familiares.

O Terceiro dia do festival de Diwali é o mais importante, de Lakshmí – pújá, que é inteiramente dedicado ao propósito da personalidade Lakshmí. Este é o dia de Amavashya, também conhecido pelo nome de Chôpada-pújá. O dia em que Lakshmí anda pela noite escura de Amavashya. Acreditam, também, que neste dia auspicioso, Krishna descartou-se de seu corpo. Uma estória mais interessante, relacionada com este dia, está na narrativa sobre um pequeno menino chamado Nachikêta, que acreditava em Yama, o deus da morte. Neste dia ele encontrou Yama em pessoa e ficou confuso, vendo a calma e sóbria postura dele. Yama explicou ao Nachikêta que, neste dia de Amavashya, somente ao passar pela escuridão da morte, o homem vê a luz da mais alta sabedoria e, então, sua mente pode escapar da escravidão do medo da sua própria mortalidade. Nachikêta compreendeu a importância da vida no mundo e o significado da morte, todas as suas dúvidas foram tiradas e ele participou, por inteiro e de coração das celebrações do Diwali.

Bali Chakravarthya era o rei do mundo e seu poderoso reino havia se transformado em uma ameaça aos Dêvas. Muito preocupados, eles recorrem a Vishnu que, imediatamente, intercede na forma de um avatara anão chamado Vamana. Como Bali era famoso por manter sua palavra a qualquer custo e ser um rei justo para o seu povo, o pequeno Vamana foi visitá-lo para fazer um pedido. – Por favor, ó meu rei, peço-lhe que me conceda um pequeno pedaço de terra que eu consiga cobrir com três passos destas minhas curtas pernas. O rei, como não via nenhuma ameaça no pequenino, deu sua palavra. Este, por sua vez, transformou-se em Vishnu, com sua forma infinita, e no primeiro passo, cobriu os céus, no segundo, o mundo inteiro, e como não havia mais nenhum outro lugar, Bali ofereceu a sua própria cabeça para Vishnu pisar. Assim que Vishnu pisou sobre a sua cabeça, Bali foi projetado para o sub-mundo, Pathala Lôka, mas pelo seu gesto de entrega, Vishnu concedeu que Bali retornasse uma vez ao ano para a terra, para trazer a sua sabedoria, iluminando milhares de lâmpadas para dispersar a escuridão da ignorância e espalhar a radiação do amor e compaixão.

O Quarto dia é o final das Festividades do Diwali, chamado Kartika Shuddhi Padwa, também conhecido, simplesmente, como Padwa ou VarshaPratipáda, que marca a coroação do rei Vikramáditya o Vikarama-samvat começou neste dia.

O dia que segue Amavasya, e é somente nesse dia que Bali sairia de Pathala Lôka para Bhu Lôka, é conhecido também como Bali Padyami.

Ao norte da Índia é executado o Gôvardhana-pújá. O Vishnu Púrana conta que o povo de Gôkula comemorava sempre após o final da estação das monções com um festival dedicado a Indra. Mas, em um ano em particular, Krishna parou as preces oferecidas a Indra que, irado, produziu um dilúvio para submergir Gôkula. Mas Krishna arrancou a montanha Gôvardhana e usou-a como um guarda-chuva salvando a cidade. Este dia é também observado como Annakuta e orações são oferecidas nos templos.

O Quinto dia é uma tradição pós-Diwali, conhecido pelo nome de tikka ou Bhaiya-duj. Este dia é observado como um símbolo de amor entre as irmãs e irmãos. Acredita-se que no dia de Yamarája, o deus de morte visita sua irmã Yamí e ela coloca a forma do auspicioso (swástika) em sua testa, uma pasta feita de açafrão com arroz. Eles comeram, falaram, desfrutaram e trocaram presentes especiais como símbolo de seu amor mútuo. Yamarája anuncia que qualquer um que receber o tilak de sua irmã, neste dia, terá proteção, por todo o ano, para afastar todos os perigos. Desde então, é imperativo ao irmão ir para casa da sua irmã para celebrar o Bhaiya Duj.

 

Tags: ,

Simbolismos: Gato Preto

A história de vida do gato preto é impressionante.

Adorado por uns, sacrificado por outros, o gato preto sobreviveu a tudo apenas para reclamar o lugar que mais gosta de ocupar: um sítio quente, junto à janela.

As superstições acerca dos gatos nasceram desde cedo. Um dos primeiros povos a atribuir uma aura mística ao gato, foram os egípcios que o idolatravam, tendo mesmo um Deus com a sua forma física, Bast. Em honra desta divindade, os egípcios mantinham gatos pretos em casa e davam-lhes honras reservadas a faraós, mumificando-os depois de mortos.

Mas foi na Idade Média que o gato viu a sua sorte mudar. Apesar de prestarem um importante serviço ao homem, caçando os ratos que eram considerados uma praga em todo o lado, a verdade é que havia uma legião de gatos vadios que faziam das cidades o seu território. A sobrepopulação terá sido o primeiro motivo pelo qual o gato deixou de cair em graça para passar a cair em desgraça.

A Idade Média ficou marcada pela superstição, bruxaria e febre religiosa. O gato, como animal independente e solitário, captou a atenção tanto de pagãos como cristãos. Acreditava-se que bruxas se transformavam em gatos pretos, como uma forma de disfarce, para que pudessem realizar seus atos macabros de feitiçaria e magia negra sem serem capturadas e queimadas pelos inquisidores.

No paganismo, o gato representa sabedoria e proteção, mas na magia negra, o gato preto macho personifica o diabo. No tarot, no baralho de Rider Waite , a Rainha de Paus é representada com um gato preto aos seus pés, significando energia instintiva, mas domesticada.

Em paralelo com as lendas surgem também outros fatos históricos que na altura serviam de base de sustentação a muitas superstições. O Rei Carlos I de Inglaterra tinha um gato preto de estimação. O monarca acreditava que o seu gato lhe trazia sorte. Coincidência ou não, o gato morreu um dia antes de o Carlos I ter sido preso por Oliver Crommwell. O monarca foi acusado de traição e mais tarde decapitado.

Surpreendentemente, o gato preto sobreviveu a décadas, se não séculos de perseguição. A sua pelagem negra, pela qual era perseguido, era também uma vantagem quando caçava à noite, fundindo-se com a escuridão. Nestes tempos, não faltava alimento para os gatos, uma vez que os ratos abundavam pelas cidades e campos.

Pela altura do Renascimento, a Igreja Católica tinha já abrandado a caça aos hereges. Esta foi uma boa notícia para o gato por duas razões: por um lado os cristãos tinham conseguido reduzir a prática do sacrifício de animais, e em particular dos gatos com pelagem preta e por outro, deixaram de ser perseguidos pelos próprios cristãos.

Mas da Idade Média resistiram as superstições profundamente enraizadas na cultura popular. Apesar de em Portugal ser mais comum associar o gato preto a um mau presságio, são várias as superstições que lhe são favoráveis noutros países.

Superstições Comuns

Na Escócia

Um gato preto no alpendre traz prosperidade.

Na Itália

Ouvir um gato preto a espirrar traz boa sorte.

Se um gato preto se deita na cama de uma pessoa doente, significa que a morte dessa pessoa está perto.

Nos Estados Unidos da América

O gato preto que cruza o nosso caminho traz má sorte

Na Irlanda

O gato preto que cruza o caminho de alguém durante noites de luar, é prenúncio de epidemia.

Na Inglaterra

Na costa de Yorkshire, as mulheres dos pescadores acreditam que os seus maridos regressarão sãos e salvos da faina se mantiverem em casa um gato preto.

Mais generalizado entre os pescadores era a crença de que os gatos pretos mantidos em casa enquanto saíam para pescar era sinônimo de bom tempo em alto mar. Há quem defenda que o preço dos gatos pretos chegou a aumentar de tal formar que muitos marinheiros não tinham dinheiro para comprar um exemplar.

Em algumas regiões da Inglaterra acredita-se que oferecer um gato preto à noiva trás sorte.

Na França

No Sul deste país, acredita-se que tratar de um gato preto trás boa sorte.

Na Alemanha

Um gato que cruza o caminho de uma pessoa da direita para a esquerda é mau agoiro, mas da esquerda para a direita é boa sorte.

Na Letónia

Para os agricultores deste país, encontrar um gato preto nos depósitos de sementes é uma ótima notícia. Para eles, estes gatos são o espírito de Rungis, Deus da Colheita.

Superstições Atuais

Hoje em dia, o gato preto continua a ser mais do que um gato de pelagem escura. Ainda há quem veja nele sinal de boa ou má sorte. Num estudo realizado nos gatis e associações de animais dos Estados Unidos da América, verificou-se que o gato preto era a segunda pelagem menos desejada. A primeira era a castanha. Assim, numa ninhada de gatos de várias cores, o gato preto era sempre dos últimos a ser adotado.

A acentuar a idéia de que o gato preto ainda não é encarado como outro gato qualquer, nos Estados Unidos da América, onde há uma forte tradição de celebrar o Halloween, algumas associações de animais têm uma política especial que implementam nessa altura. Neste feriado manteve-se em alguns locais a tradição de sacrificar animais, entre eles o gato preto. Por esta razão, a adoção destes gatos fica congelada algumas semanas antes e depois desta festividade.

Em Portugal, as superstições sobre os gatos pretos não parecem ter tanta força e é bastante comuns encontrar um gato preto como animal de estimação. Não deixa de ser curioso que na Inglaterra, apesar da caça às bruxas e aos gatos vividos na Idade Média, as superstições que resistiram associam invariavelmente o gato a bons sinais.

Contudo, o gato preto parece ainda estar muito longe de recuperar a posição que tinha no Antigo Egito. Ou talvez não, uma vez que, tal como os outros gatos, parece ser perito em ganhar a adoração dos donos.

Fonte: Arca de Noé – Viva Pets

 
3 Comments

Posted by on July 20, 2011 in Religião, Simbolismos

 

Tags:

Vai um chazinho aí?

Os verdadeiros chás

Para esclarecer algumas polêmicas sobre os chás preto e verde, a entidade inglesa Conselho do Chá lançou uma cartilha, intitulada “Myth Buster” (algo como “Exterminador de Mitos”), com os 10 principais mitos sobre os verdadeiros chás.

1. Contêm mais cafeína do que café
R: Ao contrário. Apesar de conter cafeína, a quantidade presente nesses chás é menor do que no café (50 miligrama por xícara de chá, contra até 115, dependendo do tipo de café

2. Tem efeito diurético
R: Chá não tem efeito diurético, a menos que a quantidade da bebida consumida contenha mais do que 300 mg de cafeína (o que equivale tomar de cinco a seis copos de chá)

3. Infusões de ervas, como camomila e erva-cidreira, são mais saudáveis do que os chás preto e verde

R: Não necessariamente. Os verdadeiros chás são ricos em antioxidantes chamados flavonóides, componentes importantes para uma dieta saudável (podem ser encontrados em frutas e vegetais também). Muitas infusões de ervas contêm ingredientes farmacológicos e antioxidantes considerados benéficos. No entanto, estudos recentes mostraram que os níveis de antioxidantes nos chás preto e verde são maiores do que os presentes nas outras infusões.

4. Chá verde não contém cafeína
R: Os chás verde e preto são feitos a partir da mesma planta, chamada Camellia sinensis. Portanto, os dois contém a mesma quantidade de cafeína.

5. Chá verde é mais saudável do que chá preto
R: Os dois tipos de chá contêm os mesmos flavonóides, em quantidades similares. Esses componentes são antioxidantes poderosos, que diminuem os riscos de doenças cardíacas, derrame e câncer

6. Os chás possuem menos antioxidantes do que frutas e vegetais
R: As quantidades de antioxidantes presentes em frutas e vegetais são bastante conhecidas, ao contrário do que acontece com os chás. A quantidade de antioxidantes presentes em três copos de chá é oito vezes maior do que em uma maçã.

7. Adicionar leite ao chá reduz a ação de seus antioxidantes
R: Estudos mostraram que os flavonóides do chá são absorvidos pelo organismo de qualquer maneira

8. É preciso beber grandes quantidades de chá para usufruir de suas propriedades terapêuticas

R: Uma só xícara de chá contém todos os antioxidantes. Bastam três xícaras por dia para obter resultados positivos para a saúde

9. Chá faz mal para os dentes
R: Estudos recentes mostraram que os flavonóides e do chá ajudam a prevenir a formação de cáries e placas bacterianas nos dentes

10. Beber chá durante as refeições diminui a absorção de ferro pelo organismo

R: O consumo de chá durante as refeições não resulta em menor absorção do nutriente, para pessoas com saúde normal. A absorção de ferro é influenciada por uma série de fatores, que vão desde a quantidade do nutriente, suas características químicas e sua interação com outros componentes alimentares. Para pessoas com deficiência de ferro, os especialistas recomendam evitar a ingestão da bebida durante as refeições

Fonte: Revista Galileu

 

Tags:

A Paciência – Osho

A carta nos faz refletir sobre o quanto impacientes e ansiosos nos tornamos, sempre querendo tudo para “ontem”, como diz a expressão popular. A imagem nos mostra que ao longo de todas as fases da lua a mulher permanece paciente, sintonizada com os ciclos da natureza, pois sabe que esta é uma época para permanecer na passividade, deixando que a natureza siga o seu caminho. 

A espera deveria ser nosso grande trunfo, pois somos seres conscientes e sabemos que a existência inteira espera pelo momento certo. Qual é o momento de florescer, e o de deixar que as folhas caiam? Esta resposta é naturalmente sentida por toda a natureza a nossa volta. Mas e nós, como saberemos responder? Nossas ações e reações apressadas, na ânsia amedrontadora pelo futuro incerto, nos esvazia da possibilidade de silenciar, de conectar (com o coração, o Ser), e escutar no presente as respostas mais profundas e verdadeiras.

Perdemos a reverência pelo silêncio e o tempo natural da espera, então o que deveria crescer dentro de nós acaba sendo atropelado – perdendo aos poucos sua autenticidade. A conhecida expressão “quem sabe faz a hora não espera acontecer” acaba sendo usada como argumento para os que não sabem esperar. Eu mesma fiz uso dela num passado remoto e teria uma atitude totalmente diferente no presente. 

Não precisamos nos tornar preguiçosos e passivos diante da vida, mas respeitar os ciclos naturais é o grande aprendizado. “Em silêncio e à espera, alguma coisa dentro de você vai crescendo – o seu autêntico ser. Um dia ele salta e se transforma numa labareda, e a sua personalidade inteira é estilhaçada: você é um novo homem. E esse novo homem sabe o que é uma cerimônia, esse novo homem conhece os sumos eternos da vida”.

Fonte: Osho Zen: The Diamond Thunderbolt Chapter 10

 
1 Comment

Posted by on July 11, 2011 in Cultura Indiana, Religião, Simbolismos, Taro

 

Tags: , ,