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INOCÊNCIA


O Zen diz que se você abandonar o conhecimento – e dentro do conhecimento inclui-setudo: seu nome, sua identidade, tudo… porque tudo isso lhe foi dado pelos outros, se você abandonar tudo o que lhe foi dado pelos outros, você adquirirá uma qualidade totalmente diferente de ser – a inocência. Isso será uma crucificação da personalidade e haverá uma ressurreição da sua inocência; você se tornará outra vez uma criança, renascida.

Descrição:

O velho desta figura irradia no mundo uma satisfação de criança. Há uma atmosfera degraça à sua volta, indicando que ele está bem consigo mesmo, e com o que a vidalhe proporcionou. Parece que ele está conversando alegremente com o louva-a-deus em seu dedo, como se os dois fossem os maiores amigos. As flores cor-de-rosa que cascateiam em torno dele representam um tempo de deixar-acontecer, de relaxamento e doçura. Elas são uma resposta à sua presença, um reflexo da sua própria natureza. A inocência que advém de uma profunda experiência de vida é semelhante à de uma criança, sem ser infantil. A inocência das crianças é bela, mas ignorante. Ela será substituída por desconfiança e dúvida à medida que a criança for crescendo e aprendendo que o mundo pode ser um lugar perigoso e ameaçador. A inocência, porém, de uma vida plenamente vivida, tem um quê da sabedoria e da aceitação do milagre da vida em eterna mudança

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A Paciência – Osho

A carta nos faz refletir sobre o quanto impacientes e ansiosos nos tornamos, sempre querendo tudo para “ontem”, como diz a expressão popular. A imagem nos mostra que ao longo de todas as fases da lua a mulher permanece paciente, sintonizada com os ciclos da natureza, pois sabe que esta é uma época para permanecer na passividade, deixando que a natureza siga o seu caminho. 

A espera deveria ser nosso grande trunfo, pois somos seres conscientes e sabemos que a existência inteira espera pelo momento certo. Qual é o momento de florescer, e o de deixar que as folhas caiam? Esta resposta é naturalmente sentida por toda a natureza a nossa volta. Mas e nós, como saberemos responder? Nossas ações e reações apressadas, na ânsia amedrontadora pelo futuro incerto, nos esvazia da possibilidade de silenciar, de conectar (com o coração, o Ser), e escutar no presente as respostas mais profundas e verdadeiras.

Perdemos a reverência pelo silêncio e o tempo natural da espera, então o que deveria crescer dentro de nós acaba sendo atropelado – perdendo aos poucos sua autenticidade. A conhecida expressão “quem sabe faz a hora não espera acontecer” acaba sendo usada como argumento para os que não sabem esperar. Eu mesma fiz uso dela num passado remoto e teria uma atitude totalmente diferente no presente. 

Não precisamos nos tornar preguiçosos e passivos diante da vida, mas respeitar os ciclos naturais é o grande aprendizado. “Em silêncio e à espera, alguma coisa dentro de você vai crescendo – o seu autêntico ser. Um dia ele salta e se transforma numa labareda, e a sua personalidade inteira é estilhaçada: você é um novo homem. E esse novo homem sabe o que é uma cerimônia, esse novo homem conhece os sumos eternos da vida”.

Fonte: Osho Zen: The Diamond Thunderbolt Chapter 10

 
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Posted by on July 11, 2011 in Cultura Indiana, Religião, Simbolismos, Taro

 

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